Domingo, Novembro 22, 2009

Mestre sem cerimônia: manual Mandra de como receber uma turista do Maranhão

A única exigência que a dona do apê fez: "tragam lençóis"

Chegou ontem ao Recife, from Maranhão, a leitora mais assídua deste humilde blog - menina católica, dada tão somente às tentações tecnológicas, jornalista por formação e aquariana do mesmo dia da minha mulher. Com Um Pouco de Bossa, é verdade, mas nada que possa comprometer sua ilibada reputação construída sob o lastro da verdade, da honra e do Guaraná Jesus, numa terra tão castigada pelo calor que já purga os pecados dos seus (a família Sarney que o diga). Pessoa que inspira nos pais confiança e cumplicidade. Bem, por via das dúvidas, eles enviaram a irmã mais velha para tomar conta... mhuahahahaha.

E assim, pontualmente às 20h50, eu estava plantado no desembarque do aeroporto à espera daquela que se diz minha discípula. Em vez de plaquinha de identificação, apenas o meu sorriso amarelo confiante no leiaute que me faz único e inconfundível até para quem nunca me viu pessoalmente. Passada a vergonha do primeiro contato, acomodamos as bagagens entre Toddynhos e tralhas no Santana, e seguimos em direção ao bairro de Casa Forte, onde elas ficarão hospedadas pelos próximos nove dias.

O apê, alugado para acolhê-las, foi minunciosamente escolhido por mim, frente a um leque de opções que tinha o marco limitador dos 100 dinheiros ao dia, pela hospedagem. A menina chegou a pesquisar albergues, espelunquinhas e espelunconas, mas, enfim, acatou minha sugestão e ficou num aprazível quarto-e-sala em Casa Forte, por módicos 50 contos/dia. Bem, na verdade exerci tanta pressão para que ela ficasse no apê que até eu mesmo me pergunto se não estou ganhando alguma coisa com isso... Mhuhahahaha.

O fato é que andei fazendo terrorismo nos nossos contatos pré-viagem, informando à minha discípula que a proprietária do apartamento era uma pessoa idosa, rígida e desconfiada, apesar da condição de servidora aposentada da Fundação Joaquim Nabuco (onde trabalho). Exagerei na brincadeira para que a moça e sua irmã tivessem uma maravilhosa surpresa quando chegassem ao flat, esperando encontrar outra espelunca. Mas aí, a menina resolveu, por conta própria, reservar um hotel, "com medo da véia" - enquanto o mestre fechava o negócio com a mulher do apartamento, pagando adiantado pela hospedagem.

Eis que, esclarecidas as brincadeiras com direito a retificação para "distinta senhora preocupada com seu patrimônio" no lugar do pejorativo "véia chata", nossas ilustres visitantes acataram sob livre e espontânea pressão, a minha humilde sugestão. Do aeroporto, passamos num supermercado para as meninas garantirem seu café-da-manhã; depois fomos ao mexicano do Parnamirim, ideia da qual me arrependi até os bofes, com direito a cara dentro da privada na madruga - já que, há muito, não sou mais o avestruz master de outrora.

Para o dia de hoje, combinei com minha cara-metade para recebê-las na Rua da Aurora para uma tertúlia vespertina, com a minha especialidade gastronômica: Paella sem porco. Tá bom, basta misturar kit de frutos do mar com o sachê de temperos, confesso.

Surpreendeu-me a revelação de que o Recife não é quente, para quem vem do Maranhão. Quero ver o que elas vão dizer sobre o delicioso aroma do mangue, na minha janela. Mhuahahahahaha!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Enquadrado nos Atos Obscenos da aula de Penal 3


Na reta final do 4º período de Direito na Universidade Capitalista Graças a Deus, tive que apresentar um trabalho oral, ontem, para concorrer a um mísero pontinho extra, discorrendo sobre o Ultraje Público ao Pudor, através dos Atos Obscenos de que versa o artigo 233 do Código Penal.


Minutos antes da minha apresentação, cheguei a comentar com meus seguidores, via Twitter, que o ideal mesmo seria palestrar nu - embora eu tenha refletido, logo depois, que um anjinho barroco japonês não tem nada de obsceno. "Hen-hein, que bonitinho... parece um bibelô de notebook", diriam, certamente os espectadores mais atualizados com os babados do meio jornalístico. Mhuahaha.

O trabalho era em grupo, razão pela qual este anjinho barroco que vos escreve estamparia uma evidente desproporcionalidade para com os demais membros (uÊpa!!!) da equipe. Tudo bem, mantivemos o pudor por amor ao debate, falando sobre o chamego marítimo de Cicarelli (que só seria ato obsceno se tivesse acontecido no Brasil), e diversos outros exemplos de jurisprudência com prós e contras sobre libidinagens e semvergonhices praticadas em público, de Gérald Thomas a José Celso Martinez.

Ato Obsceno, em pleno Século XXI, é um tema tão simplório quanto banal - no comparativo com 100 anos atrás, quando o mero "lance de canela", num revoar de saias 'modelo evangélico', ruborizava a face dos cavalheiros mais desrespeitosos. Mhuahahaha. Hoje a gente vê peito até sem querer, além de calcinhas fio dental e tatuagens a indicar o caminho da púbis. Cofrinhos desprotegidos, então, nem se fala. Quero dizer, "a gente" são os outros. Eu não vejo nada.

Até aí tudo bem. Mas na hora que a professora quis aquecer o debate, lançou na fogueira, sem perceber, uma lenha muito pesada, de cunho discriminatório, citando um caso de um (sic) "gordo asqueroso(...)" e parou, subitamente, quando percebeu que as atenções da turma se voltaram para o fofinho aqui - encaixando, rapidamente, o adjetivo "velho", para justificar que o enquadramento asqueroso (no contexto do exemplo) se dava pela idade e não meramente pelo sobrepeso.

Tive que me virar nos 34 para me recompor da vergonha, dar a volta por cima e fechar a apresentação com um desafio à turma: "o crime de Ato Obsceno admite tentativa nos dias de hoje? como seria isso?" eu mesmo perguntei e eu mesmo respondi, encenando musicalmente um strip-tease clássico com a melodia da Pantera cor-de-rosa, apenas insinuando abrir o zíper da calça para mostrar o anjinho barroco. "Essa seria a tentativa de Ato Obsceno, se tivesse acontecido diante de freiras, por exemplo". A turma aplaudiu e todos fomos felizes para sempre.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Grandes lições de empreendedorismo. E de graça, aproveitem.

É como eu sempre digo: "Se o mundo dos negócios não lhe parece Justus, passe a bola"

Para alcançar o mérito de empreendedor não é condição sine qua non ter atingido o objetivo pretendido, quando da abertura do negócio - ou seja, o sucesso pelo retorno do investimento através do lucro. Empreendedorismo é experiência. Quebrar a cara, aprender errando. Inclusive saber a hora de sair do negócio, para que ele não engula você, empresário, tal qual aquela piada infame sobre a semelhança entre um furacão devastador e uma ex-mulher, que a princípio chegam quentes e úmidos, mas na hora do choque são capazes de levar, em segundos, todos os seus bens.

Tive algumas experiências reais de empreendedorismo, nas vidas paralelas ao "script convencional" do roteiro da minha existência como jornalista, marido e pai de famílias. Sim, amig@s, foi através dessas aventuras capitalistas selvagens extra-ordinárias (sic) que consegui realizar o sonho de todo geminiano: viver várias vidas ao mesmo tempo, quase sem choque de interesses entre elas. Nem pagamento de pensão alimentícia. Mhuahaha.

Tudo começou com o maledetto MBA em finanças, que concluí em 2004 sem receber o certificado, pois era um curso-jabá condicionado à minha permanência na editoria de Economia do Jornal do Commercio. Saí do jornal duas semanas antes da cerimônia de formatura - e, misteriosamente, meu certificado foi extraviado para todo o sempre. Bem, vão-se os anéis e ficam os dedos. O máximo que posso fazer é não recomendar o curso e usar meus dedos para outras coisas mais úteis e lúdicas, como digitar textos.

Além do Mandrey família, do Mandrey jornalista e do Mandrey estudante de Direito, escondi por alguns meses o Mandrey Empreendedor. Vixe, auto-referência em terceira pessoa já vai abrindo espaço para o Mandrey Político ou então o pior... Mandrey Internado no Hospício.

O fato é que já abri bar em sociedade, desfazendo o casamento (com o sócio), apenas por uma questão singela de falta de confiança nele. Mas o negócio prosperou e se mantém até hoje, o que me dá um certo orgulho porque contém o DNA do meu suor, indispensável pontapé inicial para o "fazer acontecer".

Depois veio o quiosque de lanches dentro da Universidade Capitalista Graças a Deus (Unicapt), um sonho recente de ousadia para ajudar no custeio do meu curso de Direito - onde empreguei duas pessoas, toda a minha esperança e também algumas dezenas de milhares de reais, obtidos de maneira lícita através do sistema financeiro nacional.

Esse último desafio também quase deu certo. Trabalhei como nunca, apesar da aparente postura de "mero investidor", com a minha indefectível cara barba-ruiva de prosperidade. Viração diária, das 7h às 23h, sempre correndo contra o relógio. Otimizei processos, eliminei fornecedores sem dar um único tiro, passando a produzir o que comercializava. Enxuguei desperdícios, exercitei minha capacidade de negociação, peguei em volumosos maços de dinheiro todas as noites. Mas o lucro obtido era pouco, diante do trabalho empregado. Temi por um infarto, senti o verdadeiro valor que um momento de ócio pode ter na vida de um cristão superatarefado e resolvi encerrar esse ciclo, antes que ele me encerrasse primeiro.

Anunciei a venda do empreendimento e abençôo de coração o seu novo dono. E embora exista a sensação de tempo perdido, acredito que mais uma vez valeu a intenção. O bom de viver várias vidas coadjuvantes é que quando uma delas fracassa, a gente volta para a segurança do papel principal - este, graças a Deus, plenamente consolidado há mais de dez anos. O melhor de tudo é que vou errando, mas sigo fazendo Direito. O que me remunera hoje é esse trocadilho infame.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Mensagem cifrada do universo tem ligação com carga de bateria


Eu sou uma pessoa crédula. Deve ser reflexo de minha inocência. Só sei que eu simplesmente acredito e ponto. No amor, no crime que não compensa, nas loterias da Caixa, na sorte, no azar, na rádio corredor do trabalho, no fim do mundo, no céu e no inferno... enfim, eu acredito em tudo e mais um pouco. Até em mim mesmo, diante de tanta adversidade e falta de apoio moral. Ah, percebam que eu também acredito na chantagem emocional. Mhuahaha.


E acredito em mensagens cifradas do universo. Ou em Deus, se preferirem chamar assim. Sabem aquela coincidência recorrente que nos preenche com a sensação de deja vù como se estivesse nos dizendo algo? pois bem, está acontecendo comigo. Começou há algumas semanas, antes da venda do meu precioso (de valor sentimental) e saudoso Versailles, o preto velho 1994 com teto solágua. Um belo dia resolvi ressuscitar o bicho, que já estava parado ao léu há semanas, no beco da Rua da Aurora onde tem um outdoor da Aurora Filmes.

Girei a chave e nem sinal no painel. Bateria descarregada. Aí tive a infeliz idéia de pegar a bateria do Santana, meu carro número dois, só para levantar o defunto. Enquanto o Versailles era conhecido pelos mecânicos como meieiro (meio velho e meio novo), o Santana é parecedeiro. Parece novo e parece velho, dependendo do trato no lava-jato (ou da falta dele).

Bem, tirei a bateria do Santana, novinha (comprada por trezentos dinheiros), de 65 amperes (cinco a mais que a do finado) para dar o solo no Versailles. E o preto velho quase pegou... mas descarregou a tal bateria inteligente. Coitada, ficou burríssima. Desde aquele fatídico dia, que praguejei todo o meu vasto vocabulário de impropérios extensivo à totalidade territorial do município de Belo Jardim (onde existe a fábrica da bateria inteligente), nunca mais o meu Santana foi o mesmo. Se eu demorasse mais de oito horas para desligar o alarme do carro, a bateria pedia um empurrão. E foram muitos, sempre expondo minha lizisse e fazendo com que os empurradores sofressem para deslocar a jamanta e seu veículo.

Hoje cedo resolvi sanar de vez o problema. Como perdi a nota fiscal e não queria usar minha influência jornalística com a assessora de imprensa da bateria inteligente (minha amiga!), encarei a fatalidade como "perca total" (sic, como disse um(a) aparente bem-sucedido(a) docente do curso de Direito, certa vez, em aula) e fui às compras. Peguei uma tal de HERBO - nome que me atraiu de cara, pelo caráter ecologicamente correto - e tive a felicidade de pagar 179 realidades por um modelo de 70 amperes. Ainda que ela não seja uma bateria inteligentíssima, pois a genialidade da outra corresponde ao dobro do preço da que peguei. Meu raciocínio de economês: "a garantia é de um ano para ambas, então, prefiro pagar metade e ficar com essa mula".

Na hora do almoço corrido de hoje, minha querida cara-metade solicitou a presença do prestativo marido para sanar um problema na bateria do seu carro coreano. Foi quando o meu filho do meio (6 anos) teve a sensibilidade mediúnica de tirar a seguinte conclusão: "todo carro que papai pega descarrega a bateria". De fato, ontem eu passei o dia dirigindo o Pokemón.

Se isso tudo tivesse sido um sonho, eu apelaria numa sessão espírita para um especialista no assunto, o ex-jurado de Sílvio Santos, Pedro De Lara.

:: Que mensagem será essa, que liga a minha rotina a baterias descarregadas? Ah, matei! são minhas férias chegando... e ainda dizem que sexta-feira 13 dá azar. mhuhahahahahahahaha!!!!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Conspiração Mandra: os ladrões da boa-fé

Pelo traço, essa tirinha é de Laerte.

Com a banalização da violência, é cada vez mais difícil distinguir a prática de um crime que de tão comum já beira o simples "desvio de conduta". Refiro-me ao estelionato, o artigo mais famoso do Código Penal (171), do qual somos vítimas constantes nos grandes centros urbanos. Sem querer parecer nazi, mas alguns pedintes, mendigos e os famigerados flanelinhas, "tomadores de conta" que na verdade tomam é o nosso suado dinheirinho como se fossem os donos das vias públicas, são a institucionalização da vadiagem. Ops, errei. Esse é o nome científico do Bolsa Família. Mhuahahaa. Com ressalvas aos que ainda se propõem a lavar o carro do cliente, pois isso sim é trabalhar.

O fato é que, além de receber a mesada governamental, algumas dessas pessoas gozam de plena saúde e capacidade para o trabalho - mas preferem a estrada curta da perdição, custeada por pais de família de sentimentos cristãos que acreditam estar ajudando uma mãe com um filho de colo (quando, na verdade, é uma criança "alugada" para custear a manutenção do vício do crack).

Diariamente, no semáforo da Rua Gervásio Pires com a Av. Conde da Boa Vista, é possível se deparar com um ceguinho sendo puxado pelo pai, a mendigar alguns trocados. Seria triste se o cego fosse realmente deficiente, mas eu conheço a peça de outra freguesia (bem distante, por sinal), lá das bandas do Habib's de Piedade, onde ele vendia Chicletes Adams. Ele comercializava com seu irmão albino - este, um trabalhador de verdade, que agora vende frutas. Agora, distante 25 km do ponto antigo, o que-se-diz-cego imagina que os motoristas do Centrão do Recife jamais estiveram em Jaboatão dos Guararapes.

Dia desses comprei uvas sem sementes e morangos ao albino, que permanece em Piedade. Quando terminamos a negociação, eu provoquei: "tenho visto teu irmão no bairro da Boa Vista. Ele está no lugar certo, pois agora tira onda que é cego, já pensasse?!". O rapaz ficou vermelho, tomado por uma fúria movida a vergonha e desabafo, entregando todo o esquema do 171: "ele e meu pai querem o caminho mais fácil. Isso pra mim é igual a roubar", disse o albino, que pelo visto, mora com a mãe. Comprei mais duas bandejas de morango, só para ajudá-lo a acreditar que o trabalho enobrece e remunera o homem. Mas é certo que os trocados faturados pela dupla dinâmica igualam-se (ou superam) à margem de lucro da ovelha branca da família.

Na terça-feira, quando eu estava saindo da Universidade Capitalista de Pernambuco - onde deposito todas as minhas esperanças, créditos e juros bancários - fui abordado quase invasivamente por um magrinho que é a cara de Djavan e se diz "guardador de carros", na vã esperança (para ele) de me tirar algum dinheiro.

Visivelmente lombrado, o desocupado me abraçou, me chamou de "meu patrão" e ainda veio com uma conversa fiada de que era pai de três filhos. Eu, que só paro meu Santana no estacionamento oficial da Unicapt, sem recorrer a esses malas, olhei bem para a cara-de-pau do sujeito (esta semana estou com "tolerância zero") e argumentei que também era pai de três filhos e que nem por isso eu estava bebendo num dia útil para comemorar minha fertilidade. Aí o sósia de Djavan "se saiu" dançando reggae e praguejando algo.

Eu comentei com o vigilante da Unicap que a minha barba grande e a proximidade com dezembro devem estar me fazendo parecer com Papai Noel, porque o que surge de gente pra me pedir coisas e encher meu saco... Mhuahaha. O vigilante, que conhece a "peça", disse que ele não tinha nem mulher, nem filhos. "Ele queria dois contos para comprar 'a coisinha', vá por mim", entregou o funcionário, falando a língua certa do povo. Bem, estou longe de ser o bastião da moralidade, até tolero o uso de drogas para fins terapêuticos, religiosos, artísticos e fotográficos, contanto que cada um sustente seu vício sem precisar recorrer à mendicância ou extorsão.

Aí fui cair na besteira de comentar o episódio com o atendente evangélico do quiosque de lanches que eu frequento na Unicapt, carregando na emoção ao ponto de comentar que "às vezes tenho vontade de matar um mizerávi desses". O irmão, que se diz são e salvo mas é cheio de hipocrisia no coração (depois detalharei algumas, em outro texto), veio com a resposta na ponta da língua, para defender o flanelinha: "o presídio está cheio de vagas, se o senhor estiver interessado", disse a jovem ovelha do imenso rebanho da Assembléia de Deus. Aí eu ainda perguntei, para ter certeza, se uma das vagas seria para o mala. "É para quem mata".

Eu, que já estava no limite da paciência, tive que rebater sem freio, mostrando a verdadeira face do mal: "ainda bem que sou réu primário e tenho curso superior. Dificilmente eu ficaria preso".

:: Nesse dia, o crente não conseguiu evitar transparecer o semblante do ódio pela impunidade burguesa. Mhuahahahahahahahah!